Até que um dia, Henrique falou sua primeira palavra: PA-LI-TO! Ele estava muito bravo porque ninguém entendia para onde ele apontava e decidiu se expressar. E a partir daí, ele nunca mais parou...
Ele conversava com todo o mundo o tempo todo. Narrava todas as histórias que tinha ouvido da sua mãe, do seu pai ou dos seus amigos da escolinha mas que nunca tinha contado pra ninguém. O Henrique falava com pessoas que ele não conhecia, no ônibus, no supermercado ou no parque. Suas histórias eram sempre superinteressantes, parte porque tinha aprendido e outra parte porque inventava.
Tornou-se um menininho inteligente e extrovertido, que sabia falar sobre qualquer assunto com qualquer pessoa: gostava de dinossauros e de outros documentários sobre todos os bichos e desde pequeno dizia que queria ser médico como o seu pai. Uma vez, contou às amigas da sua tia como a vida dos ursos polares era difícil...
Henrique foi crescendo, cada vez aprendendo mais coisas sobre o mundo e sobre os bichos dos documentários. Gostava da natureza e dos esportes, mas à medida que foi crescendo já não falava tanto quanto antes.
E assim o Henrique nunca desistiu do seu sonho de ser médico e de cuidar de outras crianças que gostavam de conversar e contar histórias como ele.
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