segunda-feira, 2 de maio de 2016

Paula Peralta

Era uma vez uma menininha linda que se chamava Paula. A Paula é minha sobrinha e é tão peralta quanto a tia. 

Assim que ela nasceu, fui até Curitiba, onde ela morava com a minha irmã e meu cunhado, para conhecê-la. Ela era linda e perfeitinha!

Quando cheguei, ela ainda não tinha voltado do hospital e fiquei esperando até que ela chegasse. Lembrei de quando o pai dela ligou lá em casa pra contar que ela tinha nascido. Fiquei tão feliz! Eu tinha apenas oito anos quando ela nasceu e era a única menina na escola que já tinha uma sobrinha.

Agora ela tem um ano e já fala no telefone, canta no microfone e faz bico de porquinho. Fica igualzinho! É um sarro quando ela imita o cuco, cantando como o passarinho do relógio na casa da vovó.

Esses dias ela veio me visitar e fomos passear no Bosque, no Lago e andamos de pedalinho. Tiramos até foto no cavalinho, ficou uma graça. Ela adora ir no escorregador e subir por onde as outras crianças escorregam.

Como ela estava acostumada a morar em apartamento, estranhava o tamanho da casa da vovó e corria por tudo. Queria pegar todos os enfeites, e chegou até a quebrar alguns... O que ela mais gostou foi uma estátua de cachorro, que era muito pesada para ela. Fazia força para erguê-lo e ficava brava porque não conseguia.

Quando eu saía de casa, ela dava tchau e chorava porque queria ir comigo. Mas quando ela foi embora, quem chorou fui eu, porque morro de saudade da minha sobrinha.

E assim termina a história da menina peralta que se chamava Paula.

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