Era uma vez uma menininha linda que se chamava Paula. A
Paula é minha sobrinha e é tão peralta quanto a tia.
Assim que ela nasceu, fui até Curitiba, onde ela morava com
a minha irmã e meu cunhado, para conhecê-la. Ela era linda e perfeitinha!
Quando cheguei, ela ainda não tinha voltado do hospital e
fiquei esperando até que ela chegasse. Lembrei de quando o pai dela ligou lá em
casa pra contar que ela tinha nascido. Fiquei tão feliz! Eu tinha apenas oito
anos quando ela nasceu e era a única menina na escola que já tinha uma
sobrinha.
Agora ela tem um ano e já fala no telefone, canta no
microfone e faz bico de porquinho. Fica igualzinho! É um sarro quando ela imita
o cuco, cantando como o passarinho do relógio na casa da vovó.
Esses dias ela veio me visitar e fomos passear no Bosque, no
Lago e andamos de pedalinho. Tiramos até foto no cavalinho, ficou uma graça.
Ela adora ir no escorregador e subir por onde as outras crianças escorregam.
Como ela estava acostumada a morar em apartamento,
estranhava o tamanho da casa da vovó e corria por tudo. Queria pegar todos os
enfeites, e chegou até a quebrar alguns... O que ela mais gostou foi uma
estátua de cachorro, que era muito pesada para ela. Fazia força para erguê-lo e
ficava brava porque não conseguia.
Quando eu saía de casa, ela dava tchau e chorava porque
queria ir comigo. Mas quando ela foi embora, quem chorou fui eu, porque morro de
saudade da minha sobrinha.
E assim termina a história da menina peralta que se chamava Paula.
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